terça-feira, 5 de maio de 2009

Bairrismo, o retorno

Mias uma vez o bairrismo está tomando conta da imprensa esportiva nacional. Os principais programas de esportes de band, globo e record só falam e "idolatram" times paulistas e cariocas. Mesmo tendo times fortes fora do eixo Rio-São Paulo, parece que só Flamengo e Corinthians, que são os mais venerados, são fortes o suficiente para brigar por títulos importantes.
Não é de hoje que este bairrismo infecta os dinossauros do jornalismo esportivo. Podemos citar como um exemplo recente a verdadeira veneração ao time do São Paulo em 2006, enquanto o Internacional foi comendo pelas beiradas e conquistou a Copa Libertadores de forma impressionante. Dois anos depois, ninguém falava do Grêmio como um dos favoritos para a conquista do brassileirão, mas com um time que tinha como astro a coletividade e o entrosamento, foi vice-campeão sendo líder do campeonato durante um bom tempo.
Neste ano as "Ronaldetes" estão estrelando o horário destinado ao futebol. Ninguém tem dúvida de que o fenômeno é um grande jogador e que tem tudo para voltar ao seu bom e velho futebol. Mas, sinceramente, seleção brasileira é demais, pelo menos por enquanto. Como sou do sul e não gosto nem um pouco deste privilégio aos times do eixo, torço para os três times que, ns minha opinião, estão mais bem montados sem contar os cariocas e paulistas, são eles: Inter, Cruzeiro e Sport.
De uns tempos para cá, alguns "loucos" vem enchendo a bola do colorado, dizendo que é o melhor time do Brasil, mas não tem segurança no que falam, diferente de quando o assunto é "Ronaldo na seleção". E o Cruzeiro, mesmo sendo campeão mineiro e tendo um excelente time, está esquecido, sem nenhuma grande enfase nos noticiários. Felizmente, o Sport salva este grupo. Por estar na Libertadores, sempre há matérias sobre o clube e seu estádio, que está sendo chamado de "La Bomboneira brasileira".
Antes que me chamem de sulista ou algo do tipo, será que é pedir demais uma avaliação crítica sobre os times sem levar em conta a sua região ou estado ?. Sei que as emissoras nunca irão agradar à todos, mas é possível sim mudar essa palhaçada de bairrismo na imprensa esportiva do nosso país.